As autoridades nigerianas levaram a tribunal um caso insólito e ao mesmo tempo grave de falsificação do Estado. Um homem identificado como Adeniyi Adeyemi é acusado de ter criado uma agência governamental totalmente falsa, de se ter autoproclamado Director-Geral e de ter conseguido arrancar cerca de 1 milhão de dólares do Orçamento Geral do Estado.
Segundo a acusação do Ministério Público, desde 2024 que o homem actuava como director-geral do chamado “Conselho Presidencial de Promoção de Investimento Estrangeiro”. Uma instituição que, segundo a Presidência da Nigéria, nunca existiu e nunca foi autorizada.
Apesar de ser fantasma, a agência falsa conseguiu algo inacreditável:
<span;><span;>- Conseguiu um espaço de escritório dentro do secretariado federal do governo;
<span;><span;>- Foi incluída no Orçamento do Estado deste ano com uma verba de 1 milhão de dólares;
<span;><span;>- E ainda tentou abrir contas bancárias oficiais no Banco Central da Nigéria.
O esquema só foi descoberto depois de uma auditoria interna. Adeniyi Adeyemi responde agora por oito crimes de falsificação de documentos e usurpação de qualidades.
O acusado nega todos os crimes e continua a afirmar que a instituição era legítima. Ele foi detido no estado de Osun após ter faltado a cinco audiências em tribunal e vai ficar em prisão preventiva até ao próximo julgamento marcado para o dia 12 de Outubro.
O caso expõe falhas gravíssimas nos mecanismos de controlo e fiscalização do governo nigeriano.

